Rider inicia operação por PyeongChang 2018 nas primeiras provas oficiais paralímpicas organizadas pelo Brasil

 

Classificar o país pela primeira vez a uma edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno, em Sochi 2014, já poderia ser motivo de orgulho para o rider André Cintra, mas ele não põe fim a seus objetivos. Mirando PyeongChang 2018, o paratleta paulistano disputará nesta quarta (06) e quinta (07), em Corralco (Chile), duas provas oficiais de Para Snowboard para o Comitê Paralímpico Internacional (IPC), as primeiras organizadas pelo Brasil.

Três nações, oito paratletas e um foco. A temporada para parte dos times paralímpicos de Snowboard dos Estados Unidos e Canadá se inicia hoje. Junto a André Cintra, representante nacional na modalidade, todos enfrentarão prova de Snowboard Cross nesta quarta e outra de Slalom Gigante nesta quinta.

Passados alguns dias de más condições para treinamentos na estação chilena, Cintra, que inclusive possui um novo treinador para esta temporada – o canadense Ryan Rausch –, deu início, efetivamente, à temporada pré-olímpica. Em um momento que julga ser de “estudo pelas melhores configurações” para sua prótese e intensificação na preparação física, o rider volta-se para si mesmo, na busca pelo auge de sua performance.

“Tive dificuldades no começo dos treinamentos, mas posso dizer que o trabalho que comecei junto ao Ryan deu um novo gás. Estamos focando na base do Snowboard Cross para que eu chegue bem às competições no hemisfério norte, além de todo trabalho físico necessário. Do ponto de vista mais técnico, estamos estudando também qual o impacto das peças e ajustes na minha performance. O Para Snowboard evoluiu muito por conta dos novos equipamentos, precisamos seguir as boas tendências”, pontuou Cintra.

Disputando a prova na categoria LL1, o rider brasileiro prefere não enxergar longe demais ao pensar na própria carreira. Após Sochi 2014, a única meta pessoal que tem é a classificação para 2018: “Minha experiência na neve é outra em comparação com aquela primeira classificação aos Jogos Paralímpicos, e o meu conhecimento sobre meu corpo é outro. Eu aprendi muitas coisas em contato com atletas de todo o mundo, vou até o fim para classificar o Brasil para 2018. Não tenho pretensões para o que virá depois, quero pensar primeiro no agora”.

Sobre a realização das provas pelo Brasil, Cintra reconhece: “Está claro que é uma grande vitória para o Brasil trazer provas paralímpicas internacionais de Snowboard à América do Sul. Teremos um nível muito bom de disputa por aqui”.

Brasileiros do Ski Cross Country encerram passagem por Termas de Chillán

O período de competições para a equipe brasileira de Ski Cross Country se encerrou no Chile com uma prova sul-americana de Distance masculina 10km e outra feminina de 5km. Válida como Campeonato Brasileiro Júnior de Ski Cross Country, a prova teve o jovem atleta Rhaick Bomfim como grande vencedor, seguido por Lucas Lima e o atleta paralímpico Thomaz de Moraes, que compete entre os olímpicos.

Destaque absoluto da temporada, Bomfim deixa Termas de Chillán com o ouro de Sprint e Distance do Campeonato Brasileiro Júnior, além de ouro em prova sul-americana de Sprint na última segunda (04). “Não esperava todo esse resultado, mas acho que fui muito bem e somei importantes pontos FIS nas provas aqui no Chile. Minha preparação foi baseada no rollerski e eu cheguei em ótimas condições. Meu próximo passo é fazer um ótimo Circuito Brasileiro de Rollerski e chegar bem para a temporada na Europa, além do Mundial Jr.”, encerrou Bomfim.

Na prova feminina, Mirlene Picin foi a segunda melhor, atrás da argentina Maria Cecilia Dominguez, e a melhor brasileira. “A prova foi boa para mim, um cenário completamente diferente da prova de Sprint, que fui ao pódio mesmo não sendo minha especialidade. Na distância é diferente, eu me preparo pra essa prova e cresço quando se trata de 10 ou 15km. Claro que tem muita coisa a melhorar, mas estou satisfeita com os últimos resultados, o trabalho com meu treinador Rick Kapala tem sido bom”, pontuou.